My Life of Dog


O BALANÇO DA SEMANA

Comentei com algumas pessoas que aqui o sol não dá trégua. Bastou dizer isso que são Pedro, doido por me fazer passar por mentirosa, fez chover uma semana quase ininterruptamente.  Graças a essa brusca mudança de tempo passei a semana com uma gripe desgraçada, tomando pilhas de remédios e, ARGH, litros de chá de limão com alho (parece até nome de banda de forró). Justo hoje, quando  estava quase curada, tomei DOIS banhos de chuva.

Essa semana também tive minha estréia como anfitriã. Pela primeira vez, dede que me mudei, recebi um hóspede. Saímos menos do que eu planejei, já que estava a beira da morte, mas tudo bem. Então, o que meu tio mais viu na cidade foi a paisagem da minha rua da janela.Pelo menos é mais de uma, portanto dá ver vários ângulos da rua.

Ele foi embora hoje. É engraçado como a gente se acostuma com a presença das pessoas, meu minúsculo apartamento está parecendo bem maior, mas eu sei que essa impressão é momentânea e vai desaparecer na primeira vez que levantar do sofá e meter canela no centro.

O chato é que agora  não terei mas a quem criticar e minha cruel metralhadora de críticas vai voltar-se para mim novamente.Falando nisso acho que andei engordando... Por mais que parecesse incômodo,pelo menos teoricamente, ter alguém esparramado no meu sofá preferido, se apossando do controle da minha TV  e de sua programação e de ter sempre uma maldita cueca pendurada no banheiro(ainda bem que tem mais de um banheiro aqui), a presença ele foi muito boa para mim. Até esses detalhes que, quando costumeiros são tão aborrecedores, tornam-se engraçados, quebram a rotina.

Definitivamente eu prefiro partir do que ficar. Quem parte sempre leva algo, se enriquece, leva boas recordações e quase sempre algumas boas histórias... quem fica talvez tenha direito a tudo isso, mas fica uma sensação nostálgica e um vazio depois da partida.

Ah! Mas vocês vão me dar licença porque agora vou me esparramar no sofá que agora é todo, todinho meu... 



Escrito por Luna às 22h04
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TÁ EXPLICADO!

-você não acredita em mim? Bem, é um fato cientifico que garotas são mais espertas que garotos. E você sabe quem descobriu isso? MULHERES CIENTISTAS!

-Oh, Deus do céu!

 

 



Escrito por Luna às 22h11
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CEM POR CENTO AMERICANO...

Recebi esse texto por e-mail e achei muito, muito bom! Leiam até o fim, vale a pena

 

O cidadão norte-americano desperta num leito construído segundo o padrão originário do Oriente Próximo, mas modificado na Europa Setentrional, antes de ser transmitido à América. Sai debaixo de cobertas feitas de algodão cuja planta se tornou doméstico na Índia; [...] ou de seda, cujo emprego foi descoberto na China. Todos estes materiais foram fiados e tecidos por processos inventados no Oriente Próximo. Ao levantar da cama, faz uso dos “mocassins” que foram inventados pelos índios das florestas do leste dos Estados Unidos e entra no quarto de banho cujos aparelhos são uma mistura de invenções européias e norte-americanas, umas e outras recentes. Tira o pijama, que é vestiário inventado na Índia e lava-se com sabão que foi inventado pelos antigos gauleses, faz a barba que é um rito masoquístico que parece provir dos sumerianos ou do antigo Egito.

Voltando ao quarto, o cidadão toma as roupas que estão sobre uma cadeira do tipo europeu meridional e veste-se. As peças de seu vestuário têm a forma das vestes de pele originais dos nômades das estepes asiáticas; seus sapatos são feitos de peles curtidas por um processo inventado no antigo Egito e cortadas segundo um padrão proveniente das civilizações clássicas do Mediterrâneo; a tira de pano de cores vivas que amarra ao pescoço é sobrevivência dos xales usados aos ombros pelos croatas do século XVII. Antes de ir tomar o seu breakfast, ele olha através da vidraça feita de vidro inventado no Egito; e, se estiver chovendo, calça galochas de borracha descoberta pelos índios da América Central e toma um guarda-chuva inventado no sudoeste da Ásia. [...]
  
De caminho para o breakfast, pára para comprar um jornal, pagando-o com moedas, invenção da Líbia antiga. No restaurante, toda uma série de elementos tomados de empréstimos o espera. O prato é feito de uma espécie de cerâmica inventada na China. A faca é de aço, liga feita pela primeira vez na Índia do Sul; o garfo é inventado na Itália medieval; a colher vem de um original romano. Começa o seu breakfast com uma laranja vinda do Mediterrâneo Oriental, melão da Pérsia, ou talvez uma fatia de melancia africana. Toma café, planta abissínia, com nata e açúcar. A domesticação do gado bovino e a idéia de aproveitar o seu leite são originárias do Oriente Próximo, ao passo que o açúcar foi feito pela primeira vez na Índia. Depois das frutas e do café vêm waffles, os quais são bolinhos fabricados segundo uma técnica escandinava, empregando como matéria-prima o trigo, que se tornou planta doméstica na Ásia Menos. Rega-se com xarope de maple, inventado pelos índios das florestas do Leste dos Estados Unidos. Como prato adicional talvez coma o ovo de uma espécie de ave domesticada na Indochina na Ásia Oriental, salgada e defumada por um processo desenvolvido no Norte da Europa.
  
Acabando de comer, nosso amigo se recosta para fumar, hábito implantado pelos índios americanos e que consome uma planta originária do Brasil; fuma cachimbo que procede dos índios da Virgínia, ou cigarro, proveniente do México. Se for fumante valente, pode ser que fume mesmo um charuto, transmitido à América do Norte pelas Antilhas, por intermédio da Espanha. Enquanto fuma, lê notícias do dia, impressas em caracteres inventados pelos antigos semitas, em material inventado na china e por um processo inventado na Alemanha. Ao inteirar-se das narrativas dos problemas estrangeiros, se for bom cidadão conservador, agradecerá a uma divindade hebraica, numa língua indo-européia, o fato de ser cem por cento americano.

RALPH LINTON (ANTROPÓLOGO)

 




Escrito por Luna às 18h35
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RELACIONAMENTOS

Em um comentário, não lembro de quem ,havia uma frase que dizia que “tudo no mundo evolui, menos o cérebro dos homens”. Achei a afirmação um “tanto” radical. Embora tenha a sensação de que se a espécie masculina ainda pudesse nos arrastar pelos cabelos o faria. Se bem que eu ache que essa técnica foi apenas substituída pelo jantar ou cinema antes do abate.

O fato é que o mundo evoluiu e junto com ele, as mulheres. Infelizmente, essa evolução não foi 100% positiva.Na medida em que cresciam nossas conquistas o delicioso jogo da sedução foi sendo deixado de lado até sumir por completo. Basta olhar em um barzinho a noite. Um cara olha para você e no tempo de um cruzar de pernas, para fazer um charme,claro, pelo menos três já avançaram em cima dele feito aves de rapina.

Junto com esse oferecimento também diminuiu  a paciência dos homens, que nunca foi das maiores. Perdemos nosso direito de fazer doce. Se na terceira tentativa não rolar nada além das insinuações a fila anda. A ordem agora é atacar. Ou você se adapta ou fica chupando dedo.

Porém as mesmas mulheres que “atacam” reclamam que não acham nada sério ou duradouro, que ninguém quer um relacionamento. A questão é que as mulheres tem que pisar um pouco no freio, afinal, nós é que queremos um príncipe encantado, eles só querem uma mulher. Deve ser um traço genético sermos mais exigentes que eles.

Não, não estou pregando para que haja um retrocesso e voltemos a ser as donzelas (isso ainda existe?) submissas de antes. Só estou dizendo que se procure um meio termo. Nem tanto Sandy nem tanto cachorrona do funk .

Fico me perguntando quando foi que perdemos a medida desse meio termo. Será que foi quando passamos a considerar “cachorras”, “preparadas”,  elogios? Tenho a impressão que foi bem antes disso, mas não sei quando exatamente.

O pior é que eu nem sou tão exigente em matéria de homem, só quero que ele seja carinhoso, engraçado, inteligente, fiel,que tenha seus objetivos definidos, compreensivo, paciente,charmoso, seguro, romântico, companheiro e seja uma boa companhia, maduro, atencioso, decidido, afetuoso...



Escrito por Luna às 11h24
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DEPOIS A BURRA É A SOLANGE

Tanto tempo depois, quando eu nem me lembrava que do Big Brother, muito menos da Solange estou andando calmanete na rua quando escuto uma mulher dizendo:

-É que ela cantava Iarnuou e o título da música mesmo é uiarnuou!

 



Escrito por Luna às 11h22
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TEM DIAS

 

 

Tem dias em que a gente acorda Deus. Dias nos quais nada nos abala, em que podemos de tudo. Somos seres divinos, capazes de resolver todos os problemas, passar imunes pelas exasperações cotidianas e até mudar o mundo, afinal, ele nos pertence. Podemos fazer as outras pessoas felizes e as injustiças serem resolvidas.

            Em contrapartida, há dias que somos desgraçadamente humanos, nos quais a menor farpa lançada, mesmo sem intenção, estremece todas as nossas estruturas.Nesses dias somos limitados, talvez pela mediocridade dos nossos erros, talvez pela consciência da mortalidade. O fato é que, quando nos acordamos humanos, somos vulneráveis. Não conseguimos nem fazer a nos mesmos felizes, muito menos aos outros. Dias em que nos perguntamos da onde veio a sensação de que podíamos mudar tudo se, com muito esforço, conseguimos manter as contas em dia.

            Hoje acordei humana.



Escrito por Luna às 20h06
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